Instituição de Barão de Cotegipe terá outro dono a partir de abril
Com data marcada para fechar, no dia 20 de março, o Hospital São Vicente de Paulo, em Barão de Cotegipe foi comprado por uma empresa da cidade e vai manter o atendimento à população. O novo proprietário, a Distribuidora de Medicamentos Sulmedi, vai assumir a administração do hospital em abril.
Especializado no atendimento à saúde mental, o hospital fundado em 1937 e administrado pela Congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, é referência regional, principalmente no atendimento a dependentes químicos. Dos 44 leitos, 36 são destinados ao atendimento pelo SUS e ao menos 25 são ocupadas por pacientes psiquiátricos.
Na semana passada, a Província da Congregação, em Curitiba, comunicou que o hospital cessaria atividades no dia 20 de março, mesmo tendo convênios com 36 municípios da região e com a Secretaria Estadual de Saúde. O anúnciou surpreendeu e gerou preocupação a prefeitos da região e autoridades de saúde, que teriam de buscar alternativas para o atendimento à população.
Valores do negócio não foram divulgados
Na tarde de ontem, o prefeito de Barão de Cotegipe, Vladimir Luiz Farina (PP), já respirava aliviado. Ele recebeu em primeira mão a notícia de que o hospital havia sido vendido para uma empresa da própria cidade e que o atendimento seria mantido.
– Agora vamos falar com a Secretaria Estadual de Saúde e ajudá-los a fazer a transição de forma ágil para a população não sofrer – salientou Farina.
O proprietário da Sulmedi, instalada há 23 anos em Barão de Cotegipe, Dalci Filipetto, disse que a ideia é refazer os convênios e continuar atendendo pelo SUS.
– É uma forma de fazermos um pouco de caridade para a nossa comunidade, e ajudar Barão de Cotegipe a ser um bom lugar para se viver. Vamos continuar como entidade beneficente – contou.
Filipetto não divulgou os valores envolvidos na negociação do hospital, mas já adiantou que no prazo de um ano fará os investimentos solicitados pela Secretaria Estadual da Saúde, incluindo a instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sala para a realização de transfusão de sangue, plantão 24 horas e um novo centro cirúrgico.
Com o negócio, o hospital também deve trocar de nome. Vai se chamar Hospital Padre Estanislau Pollon Ltda, como forma de homenagear o pioneiro da cidade e fundador do hospital. (Marielise Ferreira – Zero Hora) |