Notícias
Empresa compra hospital ameaçado
09/03/2010
 
Instituição de Barão de Cotegipe terá outro dono a partir de abril
Com data marcada para fechar, no dia 20 de março, o Hospital São Vicente de Paulo, em Barão de Cotegipe foi comprado por uma empresa da cidade e vai manter o atendimento à população. O novo proprietário, a Distribuidora de Medicamentos Sulmedi, vai assumir a administração do hospital em abril.
Especializado no atendimento à saúde mental, o hospital fundado em 1937 e administrado pela Congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, é referência regional, principalmente no atendimento a dependentes químicos. Dos 44 leitos, 36 são destinados ao atendimento pelo SUS e ao menos 25 são ocupadas por pacientes psiquiátricos.
Na semana passada, a Província da Congregação, em Curitiba, comunicou que o hospital cessaria atividades no dia 20 de março, mesmo tendo convênios com 36 municípios da região e com a Secretaria Estadual de Saúde. O anúnciou surpreendeu e gerou preocupação a prefeitos da região e autoridades de saúde, que teriam de buscar alternativas para o atendimento à população.
Valores do negócio não foram divulgados
Na tarde de ontem, o prefeito de Barão de Cotegipe, Vladimir Luiz Farina (PP), já respirava aliviado. Ele recebeu em primeira mão a notícia de que o hospital havia sido vendido para uma empresa da própria cidade e que o atendimento seria mantido.
– Agora vamos falar com a Secretaria Estadual de Saúde e ajudá-los a fazer a transição de forma ágil para a população não sofrer – salientou Farina.
O proprietário da Sulmedi, instalada há 23 anos em Barão de Cotegipe, Dalci Filipetto, disse que a ideia é refazer os convênios e continuar atendendo pelo SUS.
– É uma forma de fazermos um pouco de caridade para a nossa comunidade, e ajudar Barão de Cotegipe a ser um bom lugar para se viver. Vamos continuar como entidade beneficente – contou.
Filipetto não divulgou os valores envolvidos na negociação do hospital, mas já adiantou que no prazo de um ano fará os investimentos solicitados pela Secretaria Estadual da Saúde, incluindo a instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sala para a realização de transfusão de sangue, plantão 24 horas e um novo centro cirúrgico.
Com o negócio, o hospital também deve trocar de nome. Vai se chamar Hospital Padre Estanislau Pollon Ltda, como forma de homenagear o pioneiro da cidade e fundador do hospital. (Marielise Ferreira – Zero Hora)



Hospital São Vicente fecha as portas
09/03/2010
 
Notícia surpreendeu aos órgãos de saúde. Especulações dizem que o hospital pode ser vendido para uma distribuidora de medicamentos
O Hospital São Vicente de Paulo, no Rio Grande do Sul, vai fechar as portas no próximo dia 20. O anúncio foi feito por correspondência aos órgãos de saúde, que se surpreenderam com a notícia. De acordo com a Coordenadoria de Saúde, o hospital está desrespeitando os prazos necessários para a extinção dos convênios. Mensalmente, a Prefeitura Municipal de Barão de Cotegipe repassa R$ 25 mil para que a instituição faça os atendimentos de urgência e emergência.
Recentemente, o hospital havia feito um ajustamento de conduta com o Ministério Público e a Coordenadoria de Saúde, para realizar investimentos necessários para sua manutenção na categoria de pequeno porte.  Em 2009, a instituição foi colocada à venda e, segundo especulações, a negociação está sendo fechada com uma empresa distribuidora de medicamentos. O hospital não quis se manifestar.   (Saúde Business Web)



ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar
 


TUSS - Normas da ANS...

Alertas ANVISA




Vacina, capital tem fila de espera
05/03/2010
 
População que não receberá dose gratuitamente pode se imunizar ao custo de R$ 50 a R$ 70
As clínicas particulares de Porto Alegre ainda não sabem ao certo quando receberão as primeiras doses da vacina contra a gripe A, mas já existe até lista de espera de candidatos à imunização na rede privada. Em um dos principais estabelecimentos da Capital, há mais de 200 pessoas cadastradas para garantir a aplicação assim que a venda do produto for liberada em todo o país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é de que isso ocorra nas próximas semanas.
Enquanto as doses a serem distribuídas pela rede pública serão capazes de imunizar apenas contra a gripe A, a versão aguardada pelas clínicas será trivalente – destinada a evitar a infecção provocada não somente pela atual pandemia, mas também por outras duas cepas de vírus sazonais do influenza. Segundo as estimativas de três responsáveis técnicos de estabelecimentos porto-alegrenses, o custo da dose única deverá ficar entre R$ 50 e R$ 70.
O governo determinou um calendário para que os grupos mais sujeitos a complicações decorrentes da gripe tomem a vacina de forma gratuita na rede pública de saúde (veja quadro). Quem se enquadra em algum dos grupos mais vulneráveis poderá optar por ser avisado, via e-mail, da data de vacinação do seu grupo. Para isso, deverá cadastrar seu endereço na página do Ministério da Saúde na internet (www.saude.gov.br) a partir de 8 de março.
Vacinas devem chegar às clínicas no final do mês
Quem não estiver incluído em nenhum dos perfis elaborados pelo Ministério da Saúde, como a população da faixa etária de dois a 19 anos ou de 40 a 60 anos, ou não quiser esperar sua vez, poderá recorrer às clínicas particulares. Para isso, o candidato deve seguir as normas de segurança tradicionais em casos de imunização contra qualquer gripe, como ter mais de seis meses de idade e não sofrer de alergia à proteína do ovo.
Diretor-técnico de uma das principais clínicas da Capital, o pediatra Roberto Valdez acredita que as doses deverão ser distribuídas ao sistema particular entre o final deste mês e meados de abril. Enquanto isso não ocorre, acumula uma lista crescente de interessados em reservar um lugar na fila para tomar a injeção de vacina.
– Já temos mais de 200 pessoas cadastradas, e deveremos imunizar pelo menos 4 mil pessoas – estima.
Outros dois responsáveis técnicos de clínicas de vacinação, os também pediatras Ricardo Feijó e Mario Leyser, acreditam em movimento intenso principalmente nos primeiros dias após a liberação das doses.   (Marcelo Gonzatto – Zero Hora)



Estado espera vacinar 5,5 milhões contra gripe
04/03/2010
 
Campanha de imunização, que irá durar 11 semanas, começa na segunda
Para evitar a segunda onda da gripe A, o Rio Grande do Sul se prepara para imunizar 5,5 milhões de pessoas contra a doença.
A estimativa foi confirmada ontem pela Secretaria Estadual da Saúde. A vacinação, que começa na segunda-feira, será realizada de forma escalonada em todos os 5.565 municípios do país.
A campanha de vacinação irá durar 11 semanas. É voltada para os grupos prioritários com maior risco de contrair a doença e/ou desenvolver complicações.
Na primeira etapa, entre segunda-feira e 19 de março, os trabalhadores da saúde e índios receberão a vacina. Nas fases seguintes, crianças, gestantes, pessoas entre 20 e 39 anos, além de idosos e portadores de doenças crônicas, participarão da imunização.
A rede privada também deverá oferecer a vacina. A expectativa do Ministério da Saúde é de que a dose custe, aproximadamente, R$ 50. Além das 90 milhões de doses, o governo tem uma reserva estratégica, o que deverá evitar a falta do produto. Vacinar toda a população seria um gasto exagerado e desnecessário do ponto de vista epidemiológico, na avaliação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Quem já teve a gripe no ano passado também deve se vacinar. (Zero Hora)



Santa Rosa confirma casos de dengue
02/03/2010
 
Doença se alastra pela Região Noroeste e preocupa autoridades de saúde
Depois de Ijuí, Santa Rosa é o novo foco de preocupação das autoridades de saúde do Estado. Ontem, o município confirmou três casos de dengue, todos contraídos na própria cidade da Região Noroeste. A prefeitura decretou alerta epidemiológico, já que há outros 15 casos suspeitos.
Os pacientes apresentaram os sintomas no começo da semana passada, e o material coletado foi enviado para o Laboratório Central do Estado (Lacen), que confirmou a suspeita de dengue. Agora, é aguardada a confirmação dos resultados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Os outros 15 casos suspeitos estão sendo monitorados. Apenas uma pessoa está hospitalizada.
Com a confirmação dos casos, Santa Rosa decidiu intensificar o ataque aos focos de Aedes aegypti. Agentes de saúde fazem aplicações de inseticida num raio de 300 metros por onde circulavam os pacientes suspeitos. Um carro de som alerta a população a eliminar locais com água parada, e equipes fazem mutirão com apoio do Exército, para recolher entulhos.
Além de Santa Rosa, Santo Ângelo, nas Missões, notificou seis casos suspeitos de dengue. Em Ijuí, a situação se agravou ontem com a confirmação de mais cinco casos suspeitos de dengue hemorrágica. A cidade está em alerta com a possibilidade do aumento de casos do tipo mais grave da doença.
Responsável por abastecer 120 municípios da região, o banco de sangue do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) está entrando em contato com doadores cadastrados. A preocupação é que não faltem plaquetas, indispensável para a defesa do organismo. Segundocom o diretor técnico do HCI, Airton Buss Júnior, os cinco pacientes não correm risco de vida. A mulher de 40 anos que teve dengue hemorrágica confirmada na sexta-feira também se recupera bem.
Ontem, mais de 7 mil alunos retomaram as aulas na Unijuí. No domingo, a Vigilância Ambiental pulverizou a área externa do campus. Segundo a vice-reitora de graduação, Antonia Carvalho Bussmann, a orientação é de que os alunos se previnam:
– Estamos orientando os acadêmicos para que utilizem calçados fechados, calças compridas e repelente. (Leila Endruweit e Marielise Ferreira – Zero Hora)



RS Epidemia de dengue avança
01/03/2010
 
Em São Paulo e Paraná, número de casos detectados neste ano já alcança o registrado em 2009
 O Ministério da Saúde promete para hoje a divulgação de um mapa completo da dengue no Brasil, mas as informações obtidas até o momento revelam uma preocupante escalada da doença. Em pelo menos seis Estados, a enfermidade atingiu o status de epidemia.
A explosão do número de doentes se deve sobretudo aos dias de calor intenso, só amenizados por chuvas constantes.
– Em períodos muito quentes e chuvosos, aumenta o número de criadouros do mosquito, em poças de água e nichos. E no calor, o mosquito Aedes aegypti se torna mais ativo. Associado às altas temperaturas, há um fator comportamental. Hoje em dia a movimentação de pessoas é muito grande, criando um cenário propício para o aumento dos casos – explica Jair Ferreira, epidemiologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Seis Estados já integram a lista da epidemia de dengue: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em São Paulo, a estimativa do governo estadual é de que os casos já passam de 7 mil neste ano – quase o número registrado em todo 2009. Em Mato Grosso do Sul, há 43 cidades com incidência considerada alta: maior do que 300 casos por 100 mil habitantes. No Paraná, já foram feitas 3 mil notificações da dengue neste ano, com 530 confirmações – em 2009, foram 893 casos confirmados o ano inteiro. A primeira morte do Estado, em Londrina, foi confirmada ontem – algo que não ocorria desde 2002. No Rio Grande do Sul, o Hospital de Caridade de Ijuí reservou ontem uma ala com 50 leitos a pacientes com suspeita de dengue. Onze dos leitos já estavam ocupados.
A possibilidade de o vírus dos casos registrados em Ijuí ser de uma tipagem diferente da do surto que atingiu Giruá em 2007 é outro fator preocupante, como mostra o exemplo do Paraná.
– Quando há mais de um tipo de vírus em circulação juntos, e no Paraná estão circulando os três, aumentam as chances de uma pessoa sofrer uma segunda infecção por uma cepa diferente de vírus e desenvolver a dengue hemorrágica, em que, de cada cinco casos, três resultam em óbito – diz o secretário estadual de Saúde, o médico sanitarista Gilberto Martin.
Ijuí destinou uma equipe só para atender doentes
Devido a tantos sinais de alerta, a estratégia escolhida pelas autoridades tem sido a de prevenir e tentar diagnosticar os casos com rapidez. Em Ijuí, o Hospital de Clínicas está com uma equipe destinada exclusivamente para o atendimento a pessoas com suspeita de dengue (60 profissionais se revezam 24 horas por dia). Mesmo assim, a orientação segue sendo para que os moradores com sintomas de dengue procurem primeiro as unidades básicas de saúde dos bairros, que contam com profissionais capacitados para identificar a doença.
A cidade gaúcha também se assustou com a temida dengue hemorrágica. Uma mulher de 61 anos foi examinada, mas a suspeita não foi confirmada. De acordo com o médico que está acompanhando a paciente, Celso da Silva Mello, tratava-se de caso da dengue clássica, e a paciente já havia apresentado melhora.
Ontem à tarde, a prefeitura pôde dar continuidade aos trabalhos com a chegada de mais inseticida. A área de aplicação do fumacê foi ampliada. Segundo o secretário municipal de Saúde, Claudiomiro Pezetta, 244 quarteirões da cidade receberão o veneno para eliminar o mosquito.
Municípios próximos a Ijuí também começaram ontem a adotar medidas de prevenção. Apesar de não ter registrado nenhum paciente com suspeita de dengue, Santiago, distante a 220 quilômetros do foco da contaminação, decretou alerta epidemiológico. Seis agentes de saúde monitoraram armadilhas espalhadas para pegar o mosquito em bairros da cidade. (Carlos André Moreira e Leila Endruweit – Zero Hora)



Cassi - Parceria pela inclusão
26/02/2010
 
A CASSI deu mais um passo para a inclusão social de pessoas com deficiência. Na terça-feira (23) foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a Instituição e a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (Apabb). O acordo prevê a realização de ações conjuntas para melhorar a qualidade de vida e os serviços de saúde prestados aos deficientes e seus parentes.
O presidente da CASSI, Hayton Jurema da Rocha, destacou sua admiração pelo trabalho da associação e a necessidade de se abraçar causas sociais. “Acho o trabalho da Apabb espetacular. Acredito que com boa vontade, apoio e compartilhamento das experiências podemos chegar longe”, declarou. Ele aposta no acolhimento das famílias e dos deficientes para dar um salto de qualidade na assistência à saúde desse público.
O presidente da Apabb, Roberto Paulo Tiné, lembrou que a Apabb nasceu dentro da CASSI e muitos núcleos funcionaram nas dependências da Instituição. “Este acordo é a renovação de uma parceria que existe há 23 anos. No entanto, hoje há maior consciência e um olhar diferente para pessoas com deficiência. Elas não precisam mais ficar apenas em casa. Os deficientes estão nas ruas e a população vê que eles existem”, ressaltou.
As discussões para a criação da associação se iniciaram em 1986 e a entidade foi fundada em 1987.  De lá para cá, a Apabb vem se dedicando a promover eventos como cursos, programas de esporte, lazer, capacitação profissional e atenção às famílias e às pessoas com deficiência. “A socialização cria espaço que às vezes a família não dá. As pessoas com deficiência têm potencial para serem mais felizes e acabar com o preconceito”, afirmou Roberto Tiné.
O acompanhamento dos deficientes, as novas tecnologias assistenciais e a avaliação sobre a prestação de serviços na assistência a pessoas com deficiência também são itens previstos no acordo de cooperação. A delegada da APABB no Distrito Federal, Célia Neves, lembrou ainda da importância da rede credenciada para atendimento às pessoas com deficiência e seus familiares.  (Cassi)



RS - Saúde prevê epidemia pior do que a de 2007
24/02/2010
 
Operação de guerra tenta evitar que doença se alastre rumo à Região Metropolitana
Alvo de um surto de dengue, Ijuí, no noroeste do Estado, tem apenas sete casos confirmados, mas já são cerca de 300 pessoas com os sintomas da doença – e a Secretaria Estadual da Saúde (SES) projeta que até o fim da semana elas podem ultrapassar a marca de mil.
A secretaria lançou ontem uma operação de guerra para tentar conter o avanço do Aedes aegypti na região e acalmar a população do município. A força-tarefa é maior do que a empreendida em Giruá, em 2007, que registrou mais de 600 casos suspeitos – a prefeitura do município parou de contar o número de doentes quando alcançou essa marca.
Para temor dos habitantes do bairro São Paulo, considerado foco do surto em Ijuí, a chuva que desabou ontem deu sobrevida aos mosquitos.
Em função do mau tempo, técnicos não puderam dar continuidade à aplicação de inseticida. As duas caminhonetes equipadas com pulverizadores, enviadas na segunda-feira pelo governo do Estado, também ficaram paradas. Enquanto isso, a água se acumulou e formou poças por todo o bairro, principalmente nos entulhos de uma área onde serão construídos 36 apartamentos populares. Para o coordenador Regional de Saúde, Erlon Becker, são grandes os riscos de novos focos, acelerando a proliferação de mosquitos.
Mais dias de calor pela frente preocupam
O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, observa que a estratégia de agora difere da executada em Giruá. Há suspeita de que o vírus em circulação em Ijuí seja diferente do encontrado em 2007. Se isso for confirmado, os 268 infectados há três anos se encontram em uma situação preocupante. Se forem recontaminados, estão sujeitas a contrair a doença em sua forma mais agressiva.
– Nesses casos, se a pessoa contrair o vírus novamente, pode morrer de dengue hemorrágica – alertou Francisco Paz, diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde.
Há ainda outros dois complicadores. O município é quase cinco vezes maior do que Giruá e, desta vez, a doença apareceu em fevereiro – e não em abril –, o que significa que serão mais dias de calor pela frente.
Para a operação de guerra, é esperada a participação de pelo menos mil militares do Exército. Eles não ficarão apenas em Ijuí – mas o número é cinco vezes maior se comparado ao que entrou em ação em Giruá.
Além de facilitar acesso a locais inóspitos, os militares serão importantes para ampliar as equipes de saúde. A intenção da SES é mapear as cidades onde ocorrerão os mutirões, dando prioridade a Ijuí, que precisa de mais equipes do que Giruá, em função do tamanho. Até o momento, 54 dos 496 municípios gaúchos identificaram a presença do mosquito.
Entre as outras estratégias previstas, está recriar a força-tarefa da prevenção à gripe A, com integrantes das secretarias da Saúde, Meio Ambiente e Educação, além da Defesa Civil e da Brigada Militar. Outra medida será aumentar o repasse de dinheiro. Para Ijuí, o Estado mandará verba para que postos de saúde fiquem abertos até as 22h. Cada unidade receberá um incentivo de R$ 6 mil mensais. O Estado ainda aumentará em 20% o repasse dos recursos de exames clínicos e laboratoriais, além da verba para internação. Cerca de 50 técnicos estarão mobilizados na região de Ijuí.
A prevenção tenta evitar que a dengue chegue à Região Metropolitana, o que poderia resultar em mais de 200 mil doentes e 20 mil hospitalizações, nos cálculos da Saúde.
Viagem a Ijuí
As autoridades de saúde recomendam evitar viagens à região. Se não houver alternativa, é importante seguir algumas dicas de prevenção:
- Use repelente e não se esqueça de reaplicá-lo constantemente
- Procure usar roupas compridas e sapatos fechados, de preferência com meia
- Em ambientes fechados, procure usar inseticidas domiciliares
- Evite transitar pelos bairros onde há focos de contaminação, especialmente o bairro São Paulo (Juliana Bublitz e José Luis Costa - Zero Hora)



RS - Estado é o quarto em doações
23/02/2010
 
Média mostra que houve 11,2 doadores por milhão de gaúchos, em 2009
O Rio Grande do Sul teve no ano passado a quarta maior proporção de pessoas que efetivamente doaram órgãos no país, conforme relatório que será divulgado hoje pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
Houve 11,2 doadores a cada milhão de gaúchos, número superado por Santa Catarina (19,8), São Paulo (16,9) e Distrito Federal (11,9). Na média nacional, 8,7 pessoas em cada milhão tiveram órgãos transplantados.
A taxa de efetivação, no Estado, foi de 35,4%. Isso significa que, de cada três pessoas que podiam doar, apenas uma efetivamente teve os órgãos transplantados. As perdas geralmente ocorreram por falta de autorização da família ou por estrutura médica insuficiente. O índice de efetivação foi ligeiramente inferior ao de 2008, quando ficou em 37,3%, segundo a ABTO. No total nacional, a tendência foi contrária. O número de doadores efetivos chegou a 1.658 no ano passado, 26% a mais do que em 2008. A taxa de efetivação cresceu de 22% para 25,5%.
Conforme informações preliminares da ABTO, o Rio Grande do Sul foi campeão no país em transplantes de pulmão. Realizou 41 deles no ano passado, contra 27 no período anterior. Os dados completos sobre os transplantes de 2009 no país serão divulgados na manhã de hoje.  (Zero Hora)