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Autogestão: Driblando os concorrentes
15/03/2010
 
Atualmente, o setor da saúde é responsável por cerca de 5% do PIB nacional, número que demonstra a importância deste segmento da economia do Brasil. Mesmo com essa força, o mercado carecia de um estudo que premiasse, de acordo com a opinião dos que vivem essa realidade, aqueles que são referência em sua gestão.
Acontecendo desde 1997, o Top Hospitalar tem o objetivo de promover os melhores em todas as esferas do setor. Na autogestão não é diferente. Concorrente da categoria, a Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), autogestão da Petrobras, acredita que pode entrar para a história. Prova disso é o aumento da disponibilização de rede conveniada para o beneficiário que passou de 12 mil para em torno de 30 mil credenciados.
Segundo o gerente de Saúde e Assistência Médica da AMS, Miguel Agrelli de Siqueira, em 2009 houve a introdução do benefício farmácia com o objetivo de auxiliar os seus credenciados no custeio e na aquisição de medicamentos para patologias crônicas mais frequentes. "Esses beneficiários passaram a receber medicamentos em casa sem custos adicionais. E ainda, começamos a oferecer cobertura não só odontológica como Ortodontica e Implantodontia, mas também de fonoaudiologia, psicoterapia, terapia ocupacional, tratamento da dependência química e o PAE [Programa de Auxilio ao Excepcional], criado para apoiar  e atender os filhos ou dependentes  inscritos no plano portadores de necessidades especiais sem  limites de cobertura."
Siqueira também destaca o auxílio financeiro de três salários mínimos para o titular custear outros tratamentos necessários. Todo esse atendimento personalizado faz da AMS uma autogestão diferenciada. "Esse atendimento inclui abrangência nacional, mesmo nas regiões cujos recursos são precários. Trabalhamos de forma desburocratizada e ágil na grande maioria das autorizações via Call Center com disponibilização de senha no ato. São diversas as ações que nos diferenciam no mercado", avalia.
As ações não param de ser projetadas. Em 2010, a meta da AMS é a adoção de novo modelo de carteira de usuário do plano sob a forma de cartão magnético com foto e digitalização. E ainda, espera-se disponibilizar um portal exclusivo com bandas para o beneficiário e para o credenciado, com disponibilização de seus extratos de pagamento eletrônico.
Assim com a AMS, a Cassi também entra na disputa pelo prêmio apostando em novos serviços. No último ano, a instituição de autogestão ampliou o número de CliniCASSI de 46 para 58. Foram realizados mais de 26 milhões de procedimentos médico-hospitalares e atendidas 817 mil pessoas em todo o País. "Além disso, nossa Central de Relacionamento, que funciona 24 horas durante todos os dias da semana, atendeu mais de três milhões de ligações. O diferencial da Cassi está não só na quantidade, mas na qualidade dos serviços prestados. Em 2009, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) classificou a instituição entre os melhores planos de saúde do País, ocupando o seleto grupo de apenas 19% das operadoras médico-hospitalares incluídas nos dois patamares superiores de pontuação", argumenta o presidente da Cassi, Hayton Jurema da Rocha.
De acordo com o executivo, entre as instituições de autogestão que prestam assistência à saúde, a Cassi é a que possui uma das maiores redes credenciadas em número de profissionais e estabelecimentos de saúde. São 58 CliniCASSI espalhadas por todas as capitais e diversas cidades do interior. Além da grande capilaridade, recente pesquisa feita com os associados mostrou que a Estratégia Saúde da Família (ESF) Cassi teve índice de aprovação de 88%. "O modelo adotado na ESF faz um acompanhamento da saúde das pessoas, buscando não só a cura, mas também ações de prevenção e recuperação. Outro destaque do plano é o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) que fornece medicamentos de uso contínuo subsidiados para 55 mil pacientes crônicos", destaca Rocha ao citar que o constante aperfeiçoamento do atendimento e a satisfação dos associados são prioridades para a Cassi.
Em 2010, a instituição vai inaugurar outras 10 CliniCASSI em oito estados brasileiros e implementar o serviço de Ouvidoria. Em paralelo, haverá um aprimoramento da rede credenciada, momento em que serão avaliadas as especificidades e necessidades de cada região.
Outra novidade é o convênio firmado com a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (Apabb) que vai realizar ações conjuntas para melhorar a qualidade de vida e os serviços de saúde prestados aos deficientes e seus parentes.
"Também para 2010, um modelo alternativo de atuação está sendo analisado por nós e pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Foi contratada uma consultoria que estudará a viabilidade de realizarmos investimentos em conjunto", conta Rocha.
A ideia, segundo ele, é que toda a cadeia de apoio ao beneficiário esteja do início ao fim com a Cassi, desde a gestão do plano de saúde, passando pelo atendimento médico, pela realização de exames e pela administração dos hospitais.
A terceira concorrente da Categoria Autogestão, a Cabesp, do Banespa, optou estrategicamente por não participar da matéria.   (Thaia Duó - Saúde Business Web)



Santa Casa de Livramento volta a funcionar
15/03/2010
 
Conselho de Medicina retirou a interdição do hospital, que reabre após quase cinco meses
Após quase cinco meses fechada, a Santa Casa de Santana do Livramento volta a funcionar na tarde de hoje. Está marcada para as 15h30min a solenidade de reabertura, com a presença da governadora Yeda Crusius e do secretário estadual da Saúde, Osmar Terra.
A interdição, decretada em 18 de outubro de 2009 pelo Conselho Regional de Medicina do Estado (Cremers), foi suspensa após uma reunião na sexta-feira à noite entre fiscais administrativos do órgão e o corpo clínico da Santa Casa.
À época, o Cremers interditou a instituição devido a suas condições precárias. Entre os problemas identificados, o prédio estava deteriorado, havia poucos funcionários na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), e pacientes corriam o risco de ficar sem oxigênio.
Mobilização da comunidade conseguiu reabrir portas
Com a Santa Casa fechada, apenas 15 funcionários, em postos de administração e manutenção, seguiram trabalhando. Cerca de cem foram demitidos, e os contratos de outros 234, suspensos.
A população de Livramento teve de recorrer ao hospital particular da cidade, e as casas de saúde de municípios da região ou da vizinha Rivera, no Uruguai.
A reabertura só foi possível graças aos esforços de uma força tarefa. A Associação Comercial e Industrial de Livramento (Acil) coordenou os trabalhos. Foram arrecadados mais de R$ 100 mil, investidos na reforma física do prédio, do bloco cirúrgico, da pediatria, da geriatria e da cozinha. No sábado, um mutirão de cerca de cem soldados do Exército realizou a limpeza e a pintura de parte da Santa Casa.
– Concedemos este voto de confiança pela mobilização da comunidade. Ainda há pontos a serem melhorados na estrutura, como a questão da falta de oxigênio. Se os problemas não forem sanados, existe o risco de nova interdição – alerta o médico Cláudio Franzen, presidente do Cremers.
Neste primeiro momento, a Santa Casa reabre com 104 leitos e sem a UTI, que só deverá voltar a funcionar após uma reforma completa, custeada com R$ 800 mil dos cofres do Estado.
A verba será repassada por meio de um convênio assinado na tarde de hoje pela governadora Yeda Crusius. Durante a passagem pela cidade, Yeda receberá no final do dia duas distinções na Câmara de Vereadores de Livramento. (Guilherme Mazui – Zero Hora)



ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar
 


TUSS - Normas da ANS...

Alertas ANVISA




Esperança para Hospital Regional de Santa Maria
11/03/2010
 
Obras previstas para se iniciar no dia 23 devem ser concluídas em 18 meses
Está prevista para o dia 16 a assinatura da ordem de serviço que vai liberar a empresa responsável pela construção do Hospital Regional de Santa Maria a começar efetivamente a obra.
A partir da assinatura, conforme o contrato, a Portonovo Empreendimentos e Construções, de Cachoeirinha, terá cinco dias úteis para começar a obra, ou seja, até 23 de março. O prazo para conclusão é de 18 meses. O andamento da construção será fiscalizado pela Secretaria de Obras Públicas. O valor orçado é de R$ 36,3 milhões.
Segundo um dos engenheiros responsáveis pela obra, Jorge Luiz Fernandes, o primeiro passo será limpar o terreno de 6,4 hectares, na Rua Florianópolis, no bairro Parque Pinheiro Machado, região oeste da cidade. Depois, será feita uma sondagem do solo e terraplenagem. Essa etapa deve durar cerca de 15 dias. Segundo Fernandes, a empresa vai contratar em torno de cem funcionários para a construção do hospital e para a obra do novo módulo do Presídio Regional da cidade.
– Estamos buscando mão de obra em Santa Maria para montar a equipe – declara o engenheiro.
O hospital regional é a promessa do Estado para o fim do problema de falta de leitos para 40 municípios das regiões Central e Oeste do Estado. Além disso, deve ser referência em atendimentos de alta complexidade e de reabilitação física, atendendo população de cerca de um milhão de pessoas. O hospital atenderá as especialidades de clínicas médica, cirúrgica, obstétrica, pediátrica, reabilitação e psiquiátrica. Depois de pronto, ele deve ter uma área total de mais de 20 mil metros quadrados, divididos em quatro blocos, cada um com dois pavimentos e subsolo.
O projeto arquitetônico prevê que esses blocos ou prédios sejam independentes, divididos em setores que poderão ser construídos também em etapas diferentes. Serão 277 leitos – 240 de internação e 37 de Unidade de Tratamento Intensivo. (Lizie Antonello – Zero Hora)



Empresa compra hospital ameaçado
09/03/2010
 
Instituição de Barão de Cotegipe terá outro dono a partir de abril
Com data marcada para fechar, no dia 20 de março, o Hospital São Vicente de Paulo, em Barão de Cotegipe foi comprado por uma empresa da cidade e vai manter o atendimento à população. O novo proprietário, a Distribuidora de Medicamentos Sulmedi, vai assumir a administração do hospital em abril.
Especializado no atendimento à saúde mental, o hospital fundado em 1937 e administrado pela Congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, é referência regional, principalmente no atendimento a dependentes químicos. Dos 44 leitos, 36 são destinados ao atendimento pelo SUS e ao menos 25 são ocupadas por pacientes psiquiátricos.
Na semana passada, a Província da Congregação, em Curitiba, comunicou que o hospital cessaria atividades no dia 20 de março, mesmo tendo convênios com 36 municípios da região e com a Secretaria Estadual de Saúde. O anúnciou surpreendeu e gerou preocupação a prefeitos da região e autoridades de saúde, que teriam de buscar alternativas para o atendimento à população.
Valores do negócio não foram divulgados
Na tarde de ontem, o prefeito de Barão de Cotegipe, Vladimir Luiz Farina (PP), já respirava aliviado. Ele recebeu em primeira mão a notícia de que o hospital havia sido vendido para uma empresa da própria cidade e que o atendimento seria mantido.
– Agora vamos falar com a Secretaria Estadual de Saúde e ajudá-los a fazer a transição de forma ágil para a população não sofrer – salientou Farina.
O proprietário da Sulmedi, instalada há 23 anos em Barão de Cotegipe, Dalci Filipetto, disse que a ideia é refazer os convênios e continuar atendendo pelo SUS.
– É uma forma de fazermos um pouco de caridade para a nossa comunidade, e ajudar Barão de Cotegipe a ser um bom lugar para se viver. Vamos continuar como entidade beneficente – contou.
Filipetto não divulgou os valores envolvidos na negociação do hospital, mas já adiantou que no prazo de um ano fará os investimentos solicitados pela Secretaria Estadual da Saúde, incluindo a instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sala para a realização de transfusão de sangue, plantão 24 horas e um novo centro cirúrgico.
Com o negócio, o hospital também deve trocar de nome. Vai se chamar Hospital Padre Estanislau Pollon Ltda, como forma de homenagear o pioneiro da cidade e fundador do hospital. (Marielise Ferreira – Zero Hora)



Hospital São Vicente fecha as portas
09/03/2010
 
Notícia surpreendeu aos órgãos de saúde. Especulações dizem que o hospital pode ser vendido para uma distribuidora de medicamentos
O Hospital São Vicente de Paulo, no Rio Grande do Sul, vai fechar as portas no próximo dia 20. O anúncio foi feito por correspondência aos órgãos de saúde, que se surpreenderam com a notícia. De acordo com a Coordenadoria de Saúde, o hospital está desrespeitando os prazos necessários para a extinção dos convênios. Mensalmente, a Prefeitura Municipal de Barão de Cotegipe repassa R$ 25 mil para que a instituição faça os atendimentos de urgência e emergência.
Recentemente, o hospital havia feito um ajustamento de conduta com o Ministério Público e a Coordenadoria de Saúde, para realizar investimentos necessários para sua manutenção na categoria de pequeno porte.  Em 2009, a instituição foi colocada à venda e, segundo especulações, a negociação está sendo fechada com uma empresa distribuidora de medicamentos. O hospital não quis se manifestar.   (Saúde Business Web)



Vacina, capital tem fila de espera
05/03/2010
 
População que não receberá dose gratuitamente pode se imunizar ao custo de R$ 50 a R$ 70
As clínicas particulares de Porto Alegre ainda não sabem ao certo quando receberão as primeiras doses da vacina contra a gripe A, mas já existe até lista de espera de candidatos à imunização na rede privada. Em um dos principais estabelecimentos da Capital, há mais de 200 pessoas cadastradas para garantir a aplicação assim que a venda do produto for liberada em todo o país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é de que isso ocorra nas próximas semanas.
Enquanto as doses a serem distribuídas pela rede pública serão capazes de imunizar apenas contra a gripe A, a versão aguardada pelas clínicas será trivalente – destinada a evitar a infecção provocada não somente pela atual pandemia, mas também por outras duas cepas de vírus sazonais do influenza. Segundo as estimativas de três responsáveis técnicos de estabelecimentos porto-alegrenses, o custo da dose única deverá ficar entre R$ 50 e R$ 70.
O governo determinou um calendário para que os grupos mais sujeitos a complicações decorrentes da gripe tomem a vacina de forma gratuita na rede pública de saúde (veja quadro). Quem se enquadra em algum dos grupos mais vulneráveis poderá optar por ser avisado, via e-mail, da data de vacinação do seu grupo. Para isso, deverá cadastrar seu endereço na página do Ministério da Saúde na internet (www.saude.gov.br) a partir de 8 de março.
Vacinas devem chegar às clínicas no final do mês
Quem não estiver incluído em nenhum dos perfis elaborados pelo Ministério da Saúde, como a população da faixa etária de dois a 19 anos ou de 40 a 60 anos, ou não quiser esperar sua vez, poderá recorrer às clínicas particulares. Para isso, o candidato deve seguir as normas de segurança tradicionais em casos de imunização contra qualquer gripe, como ter mais de seis meses de idade e não sofrer de alergia à proteína do ovo.
Diretor-técnico de uma das principais clínicas da Capital, o pediatra Roberto Valdez acredita que as doses deverão ser distribuídas ao sistema particular entre o final deste mês e meados de abril. Enquanto isso não ocorre, acumula uma lista crescente de interessados em reservar um lugar na fila para tomar a injeção de vacina.
– Já temos mais de 200 pessoas cadastradas, e deveremos imunizar pelo menos 4 mil pessoas – estima.
Outros dois responsáveis técnicos de clínicas de vacinação, os também pediatras Ricardo Feijó e Mario Leyser, acreditam em movimento intenso principalmente nos primeiros dias após a liberação das doses.   (Marcelo Gonzatto – Zero Hora)



Estado espera vacinar 5,5 milhões contra gripe
04/03/2010
 
Campanha de imunização, que irá durar 11 semanas, começa na segunda
Para evitar a segunda onda da gripe A, o Rio Grande do Sul se prepara para imunizar 5,5 milhões de pessoas contra a doença.
A estimativa foi confirmada ontem pela Secretaria Estadual da Saúde. A vacinação, que começa na segunda-feira, será realizada de forma escalonada em todos os 5.565 municípios do país.
A campanha de vacinação irá durar 11 semanas. É voltada para os grupos prioritários com maior risco de contrair a doença e/ou desenvolver complicações.
Na primeira etapa, entre segunda-feira e 19 de março, os trabalhadores da saúde e índios receberão a vacina. Nas fases seguintes, crianças, gestantes, pessoas entre 20 e 39 anos, além de idosos e portadores de doenças crônicas, participarão da imunização.
A rede privada também deverá oferecer a vacina. A expectativa do Ministério da Saúde é de que a dose custe, aproximadamente, R$ 50. Além das 90 milhões de doses, o governo tem uma reserva estratégica, o que deverá evitar a falta do produto. Vacinar toda a população seria um gasto exagerado e desnecessário do ponto de vista epidemiológico, na avaliação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Quem já teve a gripe no ano passado também deve se vacinar. (Zero Hora)



Santa Rosa confirma casos de dengue
02/03/2010
 
Doença se alastra pela Região Noroeste e preocupa autoridades de saúde
Depois de Ijuí, Santa Rosa é o novo foco de preocupação das autoridades de saúde do Estado. Ontem, o município confirmou três casos de dengue, todos contraídos na própria cidade da Região Noroeste. A prefeitura decretou alerta epidemiológico, já que há outros 15 casos suspeitos.
Os pacientes apresentaram os sintomas no começo da semana passada, e o material coletado foi enviado para o Laboratório Central do Estado (Lacen), que confirmou a suspeita de dengue. Agora, é aguardada a confirmação dos resultados pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Os outros 15 casos suspeitos estão sendo monitorados. Apenas uma pessoa está hospitalizada.
Com a confirmação dos casos, Santa Rosa decidiu intensificar o ataque aos focos de Aedes aegypti. Agentes de saúde fazem aplicações de inseticida num raio de 300 metros por onde circulavam os pacientes suspeitos. Um carro de som alerta a população a eliminar locais com água parada, e equipes fazem mutirão com apoio do Exército, para recolher entulhos.
Além de Santa Rosa, Santo Ângelo, nas Missões, notificou seis casos suspeitos de dengue. Em Ijuí, a situação se agravou ontem com a confirmação de mais cinco casos suspeitos de dengue hemorrágica. A cidade está em alerta com a possibilidade do aumento de casos do tipo mais grave da doença.
Responsável por abastecer 120 municípios da região, o banco de sangue do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) está entrando em contato com doadores cadastrados. A preocupação é que não faltem plaquetas, indispensável para a defesa do organismo. Segundocom o diretor técnico do HCI, Airton Buss Júnior, os cinco pacientes não correm risco de vida. A mulher de 40 anos que teve dengue hemorrágica confirmada na sexta-feira também se recupera bem.
Ontem, mais de 7 mil alunos retomaram as aulas na Unijuí. No domingo, a Vigilância Ambiental pulverizou a área externa do campus. Segundo a vice-reitora de graduação, Antonia Carvalho Bussmann, a orientação é de que os alunos se previnam:
– Estamos orientando os acadêmicos para que utilizem calçados fechados, calças compridas e repelente. (Leila Endruweit e Marielise Ferreira – Zero Hora)



RS Epidemia de dengue avança
01/03/2010
 
Em São Paulo e Paraná, número de casos detectados neste ano já alcança o registrado em 2009
 O Ministério da Saúde promete para hoje a divulgação de um mapa completo da dengue no Brasil, mas as informações obtidas até o momento revelam uma preocupante escalada da doença. Em pelo menos seis Estados, a enfermidade atingiu o status de epidemia.
A explosão do número de doentes se deve sobretudo aos dias de calor intenso, só amenizados por chuvas constantes.
– Em períodos muito quentes e chuvosos, aumenta o número de criadouros do mosquito, em poças de água e nichos. E no calor, o mosquito Aedes aegypti se torna mais ativo. Associado às altas temperaturas, há um fator comportamental. Hoje em dia a movimentação de pessoas é muito grande, criando um cenário propício para o aumento dos casos – explica Jair Ferreira, epidemiologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Seis Estados já integram a lista da epidemia de dengue: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em São Paulo, a estimativa do governo estadual é de que os casos já passam de 7 mil neste ano – quase o número registrado em todo 2009. Em Mato Grosso do Sul, há 43 cidades com incidência considerada alta: maior do que 300 casos por 100 mil habitantes. No Paraná, já foram feitas 3 mil notificações da dengue neste ano, com 530 confirmações – em 2009, foram 893 casos confirmados o ano inteiro. A primeira morte do Estado, em Londrina, foi confirmada ontem – algo que não ocorria desde 2002. No Rio Grande do Sul, o Hospital de Caridade de Ijuí reservou ontem uma ala com 50 leitos a pacientes com suspeita de dengue. Onze dos leitos já estavam ocupados.
A possibilidade de o vírus dos casos registrados em Ijuí ser de uma tipagem diferente da do surto que atingiu Giruá em 2007 é outro fator preocupante, como mostra o exemplo do Paraná.
– Quando há mais de um tipo de vírus em circulação juntos, e no Paraná estão circulando os três, aumentam as chances de uma pessoa sofrer uma segunda infecção por uma cepa diferente de vírus e desenvolver a dengue hemorrágica, em que, de cada cinco casos, três resultam em óbito – diz o secretário estadual de Saúde, o médico sanitarista Gilberto Martin.
Ijuí destinou uma equipe só para atender doentes
Devido a tantos sinais de alerta, a estratégia escolhida pelas autoridades tem sido a de prevenir e tentar diagnosticar os casos com rapidez. Em Ijuí, o Hospital de Clínicas está com uma equipe destinada exclusivamente para o atendimento a pessoas com suspeita de dengue (60 profissionais se revezam 24 horas por dia). Mesmo assim, a orientação segue sendo para que os moradores com sintomas de dengue procurem primeiro as unidades básicas de saúde dos bairros, que contam com profissionais capacitados para identificar a doença.
A cidade gaúcha também se assustou com a temida dengue hemorrágica. Uma mulher de 61 anos foi examinada, mas a suspeita não foi confirmada. De acordo com o médico que está acompanhando a paciente, Celso da Silva Mello, tratava-se de caso da dengue clássica, e a paciente já havia apresentado melhora.
Ontem à tarde, a prefeitura pôde dar continuidade aos trabalhos com a chegada de mais inseticida. A área de aplicação do fumacê foi ampliada. Segundo o secretário municipal de Saúde, Claudiomiro Pezetta, 244 quarteirões da cidade receberão o veneno para eliminar o mosquito.
Municípios próximos a Ijuí também começaram ontem a adotar medidas de prevenção. Apesar de não ter registrado nenhum paciente com suspeita de dengue, Santiago, distante a 220 quilômetros do foco da contaminação, decretou alerta epidemiológico. Seis agentes de saúde monitoraram armadilhas espalhadas para pegar o mosquito em bairros da cidade. (Carlos André Moreira e Leila Endruweit – Zero Hora)